Moda e Música com Isa Menta: Hippies

Oi, gente! Isa Menta aqui para apresentar mais um Moda e Música, o quadro que reúne histórias de bandas, movimentos, artistas independentes, indicações de músicas e tudo que envolve o mundo pop aqui no Esse Tal de Rock and Roll. Em algum momento da vida você já deve ter ouvido falar da emblemática frase “faça amor, não faça guerra” ou do estilo de vida paz e amor que marcou a chamada “segunda dentição do rock”. O movimento hippie, que se tornou um dos principais símbolos da contracultura, ou seja, de toda a mobilização libertária de contestação que surgiu na década de 60, apresentou (assim como nos outros grupos) suas próprias particularidades.

Apesar de ter sido um movimento criado pra expressar a indignação e insatisfação com o contexto social e econômico da época, os hippies tinham como principal mandamento contestar os padrões de forma pacífica seja através da arte, da filosofia e/ou da cultura. Na verdade, os hippies sofreram uma influência bem grande de um outro grupo dos Estados Unidos, os chamados Beatniks (ou simplesmente “Beat”), que descontentes com a juventude e com o intuito de ampliar sua visão de mundo, marcaram um movimento dentro do meio literário na década de 50.

O espírito anti-materialista dessa geração trazia o abandono das tradições estadunidenses no pós 2ª Guerra Mundial. Jack Kerouac, considerado inclusive o “pai dos beats”, propunha na obra “On the Road” uma reflexão sobre a liberdade usando drogas, álcool e aproveitando dos prazeres sexuais que a vida lhe trazia, que acabaram também sendo elementos presentes na ideologia hippie.

Esse clima louco de hedonismo contribuiu pra que um dos mais importantes festivais de música do mundo – se não o mais – surgisse. O Festival de Woodstock, realizado em 1969, aconteceu em uma pequena fazenda do estado de Nova York durante 3 dias, reunindo mais de meio milhão de pessoas e cerca de 31 atrações musicais. Esse foi considerado o grande marco do movimento hippie, já que exatamente nesse evento suas ideologias se manifestaram mais fortes do que nunca. O lema “Sexo, Drogas e Rock N’ Roll” vem daí, viu?

Durante os dias de apresentações, que contaram com figuras lendárias como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, The Who e outros, o festival reuniu muitos, mas muitos hippies. Com os únicos objetivos de celebrar o amor, a paz e a música, ao mesmo tempo em que o evento foi um tremendo sucesso, Woodstock foi uma espécie de “desastre”. A superlotação, o uso excessivo de drogas pelo público e a falta de estrutura para suportar todo esse volume de gente resultou em uma série de prejuízos para a organização, incluindo a falta de comida e lugar para dormir.     

 

      

Embora Jimi Hendrix não tenha ateado fogo em sua guitarra, protagonizou em Woodstock o solo que mais tarde se tornaria um dos mais célebres de sua carreira (na música “Star Spangled Banner”). Além disso, o festival deu tanta repercussão que a cidade em que ele foi realizado (que não foi Woodstock por ironia do destino) ficou com seu trânsito parado por mais de 8 horas e diversos artistas tiveram que chegar de helicóptero.

Apesar de a maioria das roupas que simbolizam o movimento hippie serem as batas indianas, as calças boca de sino, as bandanas e estampas psicodélicas que apareciam em trajes unissex, em Woodstock muitas pessoas apareceram nuas como forma de protesto às boas normas e costumes. Os hippies acima de qualquer coisa iam contra o capitalismo e lutavam principalmente pela ampliação dos direitos civis e pelo fim das guerras (já que se opuseram fortemente à manutenção dos EUA na Guerra do Vietnã e ao governo conservador de Richard Nixon algum tempo depois).

Na música, os grandes nomes foram os já comentados anteriormente: Jimi Hendrix (com os clássicos “Purple Haze”, “Voodoo Child” e “Foxy Lady”); Janis Joplin (com sucessos como “Summertime” e “Piece of My Heart”); Santana (precursor do rock latino que estreou seu disco novo no festival); Joe Cocker (que cantou sucessos de Beatles, Bob Dylan e foi um dos que chegou de helicóptero ao show em Woodstock) e, claro, as duas bandas mais conhecidas de todos os tempos, Os Beatles (“Hey Jude”, “Here Comes The Sun”) e The Rolling Stones (“Satisfaction”, “Sympathy for the Devil”, “Paint It, Black”). Já no Brasil, o movimento se deu através da Tropicália, com artistas como Caetano Veloso, Tom Zé, Gilberto Gil, Gal Costa e outros.

Após um bom tempo de leveza e soltura, o declínio dos hippies se deu em meados de 1973, quando os EUA se retiraram da Guerra do Vietnã. Como essa era a principal motivação dos protestos, muitos integrantes acabaram por abandonar o movimento e ele foi perdendo força até que o foco fosse mudado e o punk fosse tomando conta do cenário (inclusive, já tem Moda e Música sobre o punk aqui).

Encerro hoje nossa coluna fashion de muita paz e amor aproveitando pra deixar uma indicação de filme referente ao festival, que se chama “Woodstock – 3 dias de paz, amor e música”, foi produzido pela Warner Bros e ganhador do oscar de melhor documentário de longa-metragem. Eu sou a Isa Menta e esse foi mais um Moda e Música, a coluna que irá unir os dois universos através de histórias, curiosidades e indicações. Aproveito para lembra-los também de me seguirem lá no instagram @isaamenta! Obrigada e até a próxima!

Ouça novamente o quadro Moda e Música da Isa Menta:

E agora, conta pra nós: você curte o movimento hippie? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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