Bolsonaro e Conká: o match do século

Para nos aliviar de um presidente tóxico, apenas outra personalidade tóxica, você concorda? Ora, é nesse nível que estamos desde que a faixa presidencial foi parar no ombro de um facínora há pouco mais de 2 anos. E se você já imagina que iremos dedicar esta coluna ao assunto mais comentado das últimas semanas, acertou: estou me referindo ao Big Brother Brasil 21 e a vilã mais ilustre que todas as edições já produziram desde o Cowboy que afrontava Alemão: a curitibana Karol Conká. 

Afinal, a campeã de impopularidade se iguala a Bolsonaro em seu comportamento vingativo, e as câmeras não negam. Pauta sua conduta pelo número de seguidores que chancelam seu nome nas redes sociais. Até um Pazuello para chamar de seu ela tem: a verborrágica Lumena, aquela que se imagina uma espécie de braço direito da megera quando, na verdade, é apenas usada por ela como termômetro de suas maldades. Poderíamos tecer uma coluna só para ela, mas, graças a Deus, não fomos autorizados.    

Voltemos à toxicidade da sacramentada vilã, outro recorde de rejeição. Eu acho que é fundamental separar a arte do artista, pois os melhores são aqueles que esmiúçam seus demônios em letras, riffs e acordes, como John Lennon, Ryan Adams, Bowie, Jagger e James Brown, todos com um pezinho no cancelamento. E nesse quesito, Conká pode ser uma bruaca, mas, ancorada na EDM (electronic dance music), representa uma modernidade bem quista no pop brasileiro, sequestrado por Anitta e enterrado diariamente por Pabllo Vittar e seu tecnobrega de botequim. 

Mas tal como o final apoteótico do filme “Bacurau”, não precisamos chegar ao ponto de cortar a cabeça, mas expurgar uma e todas as demais Karol Conkás da nossa vida. Elas estão por aí, em todos os lugares, no nosso trabalho, nas nossas timelines, até dentro da nossa casa, sempre com o dedo em riste para nos prover engulhos no estômago e nos levar direto para a cadeira do psicólogo. Esses seres ressentidos só encontram significado em sua existência se conseguem espalhar a tristeza e o medo ao seu redor. Sim, dessa vez estou me referindo a Bolsonaro.

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