Kanye West e Jay-Z: os novos astros do rock

Em recente abaixo-assinado online, os inconformados fãs do bom e velho rock n’ roll pedem que o rapper Kanye West seja vetado como atração principal do tradicional festival de Glastonbury, que já teve como headlines nomes como U2, Paul McCartney, Oasis e Rolling Stones.

Na sua opinião, caro leitor e leitora do Rock Cabeça, a atitude procede ou revela uma certa incapacidade dos frequentadores de grandes festivais de enxergarem os rumos do show business? Fato é que há muito tempo rappers como Kanye West e Jay-Z dominam o mainstream, com participações em trabalhos de artistas de outros estilos – sim, até mesmo o rock – além de álbuns que são sucessos incontestáveis de público e crítica.

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Hard-Rock e Hip-Hop: como tudo começou

A dobradinha entre rock e rap, quem diria, começou com a trilha sonora de um filme de suspense bem razoável: “Judgement Night” (2003), que trazia Emílio Estevez (quem?) no papel principal. Artistas tão diversos e adversos de ambos estilos como Sonic Youth, Faith No More, Teenage Fanclub, De La Soul, Cypress Hill, Ice-T e House of Pain se juntaram em duetos improváveis que fizeram da trilha um clássico. Saca só:

Mas um dos grandes responsáveis pelo império do rap seria ninguém menos que o todo poderoso Jay-Z. Sim, ele mesmo, o mega produtor, marido de Beyoncé e a mente por trás da mais nova empreitada da indústria musical, o Tidal. A era de Jay-Z começou com álbuns marcantes como “The Blueprint” e “The Black Album”. Aos poucos, Jay-Z  se aproximou de bandas como o Linkin Park, com a qual gravou o espetacular “Collision Course”.

U2 e Coldplay estão entre as outras bandas de rock que já fizeram parcerias em palcos e estúdios com Jay-Z. Mas nem todo roqueiro leva numa boa o que entende como “intromissão”. Noel Gallagher criticou a participação dos rappers em festivais de rock, no que Jay-Z rebateu com categoria, interpretando uma versão sardônica de “Wonderwall” na abertura do seu show no Glastonbury:

Será que Jay-Z tem razão ao fazer hora com a cara de Noel e outros roqueiros revoltados? Não sei. Mas a última empreitada do parceiro Kanye – a canção “FourFive Seconds” gravada com Rihanna e, adivinhem, Paul McCartney – comprova que é bom não duvidar do potencial arrasa-quarteirão do rap.

O que acha da dobradinha entre rock e rap? Também curte? Conta pra nós nos comentários e nos ajude a resolver essa polêmica!

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