As musas problemáticas de John Green e a busca pelo grande talvez

Se tem um escritor que me representa na vida é John Green, com o seu tema recorrente da idealização adolescente da musa problemática que precisa retornar aos trilhos com a ajuda do hoje extinto macho branco (e, por sinal, cringe). Apesar de soar ultrapassada, a série "Looking for Alaska" na Hulu e, agora, pelo canal pago HBO MAX é mais do mesmo (ainda bem) com uma trilha inspirada no rock alternativo dos anos 2000 e grandes interpretações de todo elenco.  

Alaska, no caso, é uma adolescente belíssima (como são todas as protagonistas dos filmes de Green) interpretada pela novata Kristine Froseth, porém com um passado errôneo e cheio de traumas que a tornam instável - e, claro, misteriosa. Atire a primeira pedra quem nunca preferiu sondar os passos de uma mulher assim em vez de fazer opções menos incertas e imprevisíveis. Pela insistência no tópico, é o que Green também fez durante sua vida. 

looking for alaska

No alto dos meus 40, no entanto, ler ou assistir a uma obra de Green me traz emoções distintas. Se eu pudesse, entrava na mente de cada um desses personagens perdidos para dizer: não rejeite jamais o certo pelo duvidoso. Pois, à medida que se prolonga, o duvidoso tende a causar dor, ilusão e, principalmente, uma incomensurável perda de tempo. É um movimento contrário àquilo que é certo: quanto mais se prolonga, mais reconfortante, amadurecido e prazeroso ele se torna. 

John Green
Green remonta o mito do canto das sereias em pleno século 21

Ao finalizar a maioria das suas obras com a constatação, por parte do jovem, de que nem mesmo seu amor platônico sabe o que quer da vida e a superação dos devaneios adolescentes, Green acena para o caminho inverso da idealização: a verdadeira realização necessariamente passa pela descoberta da nossa essência. Ao planejar um detour dessa rota, concedendo charme e sensualidade a suas musas problemáticas, Green remonta o mito do canto das sereias em pleno século 21. Ouví-lo, ou não, é o grande talvez da questão.    

E você, também curte John Green? Diga pra nós aí nos comentários!

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