Oasis no Rio: maiores que o Cristo Redentor (05/09)

Quem é rei, nunca perde a majestade, muito menos a multidão de seguidores que lotou os shows da turnê mais longa do Oasis no Brasil, que passou por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os irmãos Gallagher hoje fazem parte do imaginário de uma geração. A contribuição do Oasis vai além dos tantos singles e b-sides. Criaram toda uma época que tem significado específico para cada um dos seus fãs.

O anúncio da quarta vinda do Oasis ao Brasil em maio certamente animou àqueles que, como eu, nunca aproveitaram a oportunidade de assistir de perto a um show da banda, agora embalada pela turnê “Dig out your soul”.

Um dos maiores nomes do rock britânico, o Oasis hoje em dia influencia roqueiros de todo mundo, inclusive do Brasil. No show do Rio de Janeiro, diante de oito mil pessoas, os gaúchos do Cachorro Grande, a banda de abertura, reconheceram o Oasis como a maior banda de rock do mundo e anunciaram que também estavam ansiosos pela apresentação dos irmãos Gallagher.

E não é que o rock cheio de pose do Cachorro Grande acabou se transformando num animado tributo aos Beatles? Com a participação de Samuel Rosa, do Skank, o publico foi presenteado com dois clássicos : “I saw her standing there” e “Helter Skelter”.

Alguns muitos minutos depois, o Oasis entraria no palco para mostrar que, modéstia parte, a autoridade na interpretação de musicas dos Beatles é toda dos irmãos Gallagher que, por sinal, estavam muito bem humorados, apesar de praticamente se ignorarem em cima do palco. Liam e Noel surpreenderam a platéia com piadas e muitos agradecimentos. Sobrou espaço até para bandeiras do Brasil e do Flamengo.

O set list enxuto e concentrado no ultimo disco não desprezou os grandes hits. E teve para todos os gostos. Os saudosistas da fase áurea do Oasis deliraram com faixas do primeiro disco e casais tiveram mais um motivo para se abraçar com uma versão acústica de “Don’t Look Back in Anger” e, principalmente “Wonderwall”.

As quase duas horas de puro rock and roll foram encerradas, claro, com uma versão apoteótica de “I am the Walrus”, que, provavelmente, deve ter matado Samuel Rosa e Cachorro Grande de inveja. Afinal, faz parte do estilo Oasis de ser sempre polemizar e, por que não, competir sempre que possível. Apesar da cartilha de arrogância dos Gallagher deixar bem claro que não há ninguém melhor do que eles.

E quem se importa?

Esteve nesse show histórico? Conta pra nós!

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