Phoenix: amor à primeira ouvida

O nosso affair começou no cinema. Na telona, o clássico juvenil “Edukators”. Na trilha, entre tantas pérolas, “Everything is Everything” de uma banda francesa. Filme alemão com trilha de banda francesa que canta inglês. Até aí, tudo normal, exceto que “Everything is Everything” não me saia mais da cabeça.


Por algum tempo acabei me esquecendo da música. Até me deparar com “Lisztomania” no BG de uma propaganda qualquer. A grande musa inspiradora havia voltado. Dessa vez, resolvi me apresentar devidamente: olá, sou o Marcos, descrente de que, àquela altura, alguma banda iniciante pudesse me despertar os instintos mais primitivos.

Descobri que a musa, no caso, atendia pelo nome de Phoenix e, de iniciante, não tinha nada, com 4 álbuns na bagagem. Thomas Mars me incentivou a escutar o resto de Wolfgang Amadeus Phoenix. Qual não foi minha surpresa quando descobri que “Lisztomania” era apenas um estalo diante de faixas como “Lasso” e “1901”?

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Como uma dessas damas solícitas, o Phoenix veio me visitar em Belo Horizonte. Na porta do Chevrolet Hall lotado, dei de cara com a banda chegando à garagem. Thomas foi o primeiro a pular, já vestido como iria se apresentar no palco. Resolvi me fazer de difícil e ignorá-los. Afinal, um disco inteiro de hits é pouco para conquistar meu calejado coração.

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A banda foi bem recebida pelo público essencialmente jovem, característico de ouvintes de FM. Em um de seus Mosh Pits, Mars chegou a ser tragado pela plateia, que acabou lhe roubando o microfone com fio – um dos seus mais famosos “props”. Acima de tudo, tocaram “Everything is Everything”. Não precisava mais nada para que fôssemos dali para um lugar mais tranquilo, ou seja, direto para minha playlist de cabeceira.

Meu caso com o Phoenix começava a parecer amor de verão quando descobri que iriam se apresentar nos Estados Unidos, exatamente numa data em que eu estaria lá. Do lado de cá, garanti os ingressos. Seria eu um dos primeiros brasileiros a conferir a turnê de  “Bankrupt!”, em 2013? Não custa sonhar.

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No House of Blues, da Flórida, nunca ouviria uma banda tão cristalina. Nem a fraca banda de abertura Urge Overkill – “Girl, you’ll be a woman, soon” –  e os mais baixos que altos do último disco conseguiram ofuscar aquele momento em que, com uma latinha de cerveja nas mãos, brindei esse affair, que, pelo visto, ainda terá muitas reviravoltas. That’s entertainment! Cheers!!!

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