O grande vazio de Scott Weiland

The more I got, the more I lost. The more I lost, the more I wanted. The more I wanted, the more I wasted. The more I wasted, the more I wandered. And wondered. I took to the streets, the alleyways, the dark passages that connected me to death and death’s closest friends.

A passagem acima foi extraída da auto-biografia de Scott Weiland, “Not Dead & Not For Sale“, lançada em 2011 e, basicamente, resume a via crucis de um dos últimos astros genuínos do rock. Uma vida repleta de excessos e sucessos, mas, sobretudo, uma vida sem rumo. Um homem que definhava, pouco a pouco, em praça pública, assim como outros grandes de sua geração, como Kurt Cobain e Layne Staley, até ser encontrado morto, dormindo, dentro do ônibus da nova banda, na última sexta-feira (4/12).

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Muita bobagem superficial tem sido dita pela imprensa especializada (ou não). Poucas figuras – como Billy Corgan – acertaram a medida em tributos sinceros e comedidos sobre esse cara que era tão acostumado a ser enxovalhado por jornalistas e colegas de profissão. Parceiros de longa data do Velvet Revolver e Stone Temple Pilots limitaram-se a comunicados oficiais e comentários lacônicos nas mídias sociais.

A verdade é que, diferentemente de Eddie Vedder, Scott Weiland não se adaptou ao modelo de negócios em que o rock se transformou após o movimento grunge. Tal como um de seus ídolos, Jim Morrison, Weiland era um espírito livre que transitava entre épocas e estilos. Além disso, podia subir ao palco tanto para interpretar um rock clássico do The Doors, como “Break on Through“…

… até a cover mais bela já feita para “But Not Tonight” do Depeche Mode, uma banda synth-pop:

Sim. Nos últimos dias todos citaram o vício irremediável de Weiland, a forma pela qual ele sabotou sua passagem por todas as bandas das quais fez parte. Que ele foi demitido do Velvet Revolver por não aparecer nos shows, que Slash disse publicamente que jamais tocaria com ele de novo. Que os Stone Temple Pilots lançaram álbuns sem Weiland e, ultimamente, improvisaram Chester, do Linkin Park, nos vocais (e, recentemente, até Joss Stone).

Mas não disseram que Weiland ficou ainda mais deprimido com a substituição por Chester, e inclusive chegou a processar a sua ex-banda. Que os Velvet Revolver não tinham a menor compaixão por um cara que passava por um processo pesado de rehab, tratando tudo na base dos negócios. Segundo relata sua primeira mulher, namorada de escola, Mary Weiland, em seu livro, Scott injetava heroína porque queria se sentir “normal”.

O que muita gente talvez não saiba, também, é que Weiland lançou vários ótimos discos solo, que ressaltaram sua habilidade como letrista, entre os quais:

12 Bar Blues

Para citar um dos maiores hits do STP, a morte de Scott Weiland é mais um grande vazio para o rock. Talvez um dos maiores desta década.

Time to take a ride, it leaves today, no conversation

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