Mart’nália rouba abertura do Rock in Rio 2015

Numa noite emblemática – a abertura do Rock in Rio 2015, edição especial de 30 anos – quem se destacou foi uma sambista. Sim, com sua espontaneidade – e, quiçá, muito álcool na cabeça – a filha de Martinho da Vila sambou na cara da gringalhada e dos tão aclamados ícones empoeirados do pop-rock nacional.  Na hora da cover de “Smells Like Teen Spirit” no show tributo a Cássia Eller, não pensou duas vezes e aderiu à peitarada:

Como se não bastasse, deu a entrevista mais alucinada do festival: “Não sei o que eu tô fazendo aqui”, e entre um e outro “foda-se” reconheceu, no ar, que tava “fodida” por ter dito tantos palavrões via transmissão do Multishow.

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Noite sem carisma

Mas, afinal, o que Mart’nália tem a ensinar a todos os artistas que se apresentaram na noite de 18/09?

Fodam-se!!!!

É isso. Desde a comemoração dos 30 anos com uma turma que conquistou o pop-rock nacional por usucapião, como Dinho Ouro Preto, Titãs, Erasmo Carlos, Herbert Vianna e Samuel Rosa, até o show do Queen genérico, Mart’nália mostrou que a graça do showbizz está justamente em não se levar à sério, mesmo num festival do porte do Rock in Rio, e, acima de tudo, em se divertir.

Pop contra-indicado para diabéticos

Já que os medalhões do pop-rock se demonstraram um tanto quanto enfadados de participarem de mais um Rock in Rio – e na falta de outros melhores para os substituírem, vamos direto às atrações internacionais da noite.

The Script

A banda de Dublin é o equivalente a uma rebordosa monstruosa de Keane, Coldplay e Snow Patrol. Com um set list muxoxo baseado em trilhas sonoras, o vocalista que parecia sobrinho do Bono fez o que mandava o protocolo: foi pra galera cantar, sempre segurado pelo segurança, é claro, e ainda tirou uma Selfie com a plateia. Tudo conforme o script.

 OneRepublic

O show do OneRepublic foi a prova incontestável do porquê Ryan Tedder ser mais conhecido como compositor de hits da Adele e Beyoncé do que frontman da banda. Não adiantou usar aquele chapéu mequetrefe: o cara não tem carisma algum e se acha o último Chris Martin do pacote. Mas graças a “Counting Stars”, uma sessão bem acertada de covers e a reprodução de uma música de David Guetta (!), o OneRepublic, ou a república dos coxinhas, parece ter convencido a audiência.

Queen e Adam Lambert

O headliner da noite foi, na verdade, um grande embuste. Deve ter tido fã pedindo o dinheiro do ingresso de volta. A começar pelo baterista Roger Taylor que, debaixo de uma barba a la Ernest Hemingway, estava irreconhecível: parecia prestes a ter um infarto. Entre um solo esganiçado e outro, Brian May fez o que pode para demonstrar que tinha, sim, gente do Queen ali no palco. O set list só de clássicos, bem que tentou ajudar, mas Adam Lambert, uma espécie de Ken, acabou deixando tudo com cara de “The Voice”.

Fredinho Mercury, coitado, deve ter se revirado no túmulo ao ver seus companheiros de banda atrás de um cantor incapaz de transmitir qualquer tipo de emoção que não esteja programada no roteiro. Extremamente técnico e fabricado, Adam Lambert e sua sobrancelha perfeitinha se demonstrou incapaz de se despir da persona “George Michael punk”, fazendo de cada música um exercício de vocalize sem qualquer tesão. Só faltou anunciar o próprio disco solo no final do show.

Que, lá do paraíso, Farrokh Bulsara nos perdoe: não sabemos o que fazemos (exceto, é claro, a Mart’nália).

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 E você, nos diga o que achou da primeira noite do Rock in Rio!

 

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