Valv: a volta dos fósseis do indie-rock

São poucas, muito poucas as bandas de indie-rock mineiras (que ainda existem) e podem ser classificadas como referência para toda uma geração de artistas brasileiros. Criado em 2000, o Valv é uma delas, tendo influenciado não só músicos do primeiro escalão, como Fernanda Takai (Pato Fu), como praticamente todos os movimentos – ou tentativa de movimentos – que se sucederam a eles, entre os quais, a “Geração Perdida” e mesmo a seminal banda Câmera.

Valv - 2017 ©Pablo Bernardo

Valv – 2017 ©Pablo Bernardo

Para o guitarrista/vocalista original, Alessandro Travassos, o Valv é hoje uma espécie de fóssil do rock, incapaz de ser rotulado como post-rock, shoegaze ou quaisquer estilos semelhantes. E é com Travassos e Luciano Cota, do Valv original, além de Bruno Martinho (também baixista do Churrus) e Filipe Monteiro (baterista, ex integrante do Quase Coadjuvante e ex-vocalista da banda Rallye), que a banda retorna aos palcos alternativos de BH no sábado, dia 11, em show nA Obra. Um reencontro imperdível para os fãs de primeira e última hora dessa banda que não deve nada para nomes como R.E.M e Interpol.

Confira a entrevista de 2/4 do Valv no Rock Cabeça da Rádio Inconfidência FM:

valv

 

Confira o faixa a faixa do EP Nautilidae, do Valv:

http://mmrecords.com.br/valv

https://midsummermadness.bandcamp.com/

  1. Out of fear: Riffs e acordes bem marcados. Vocais melódicos. Sinais incontestáveis de que o Valv está de volta. Out of Fear é uma faixa de mais de 5 minutos e um turning point que nos leva a um instrumental requintado, característico de bandas como Wilco fase “A Ghost is Born”.
  2. Simpler: Fico imaginando o que Peter Hook diria do papel do baixo em “Simpler”, posto que tem peso referencial similar a de algumas das mais soturnas (pleonasmo) canções do Joy Division. Porém, enquanto no Joy Division os acordes conduzem a uma certa sensação de desesperança, em “Simpler”, há nada mais que puro e simples êxtase.
  3. Not for ground: Não, Alessandro, seus vocais continuam imunes à pressão do tempo. Com uma introdução dedilhada e crua, temos muita clara em “Not for ground” a principal habilidade do Valv: composições que alinham alma e técnica. Paul McCartney meets Arcade Fire.
  4. Driving in a moonless sky: Impossível esquecer o refrão de “Driving in a moonless sky”, uma balada com a precisão só antes vista – e sentida – no catálogo de medalhões como Echo and The Bunnymen. Diria que essa é a grande “gema” do EP, quiçá de toda a profícua carreira do Valv. “Too drunk to drive specially in a moonless sky“…
  5. New ground: Escolhida por Travassos como a mais representativa do Valv, “New Ground” é puro Interpol, com a diferença de que temos um vocal muito mais vívido que o de Paul Banks. O instrumental é porrada no ouvido, como nos melhores (e idos) tempos de Placebo: destaque para a bateria ansiosa de Filipe Monteiro.

5 faixas que sintetizam toda a riqueza e variedade da sonoridade valviana – e já configuram um dos melhores lançamentos de 2018. Welcome back, Valv.

 

E você, curte o som do Valv? Conta para a gente aí nos comentários. 

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