Grammy 2015: a noite dos bundões

Liguei a televisão na apresentação do Grammy 2015. Não sei se dormi e sonhei que estava num parque temático de celebridades.  No front seat, o onipresente Paul McCartney tentava parecer mais descolado do que nunca, Taylor Swift se jogava e Katy Perry, o Leonardo DiCaprio do Grammy, trocava de peruca. Cantei uma das irmãs Haim, aquela baixista empolgada, mas acabei levando para casa a Meghan Trainor. Acho que pesquei, mas, opa, o show do AC/DC vai começar. Sim, AC/DC na abertura do Grammy. Será que eram eles mesmos ou apenas hologramas? Não importa. Fato é que Dave Grohl curtiu o som fazendo mãos chifradas para a câmera. Não reclama não, que “Highway to Hell” foi o mais perto do Rock and Roll que o Grammy 57 conseguiria chegar.

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Se foi sonho ou pesadelo, deixa pra lá. A premiação desse domingo me fez chegar a várias conclusões que eu precisava botar pra fora:

  • Confessem: Beyoncé é uma chata
  • Paul McCartney tem mil clones – um deles está neste momento em algum lugar se preparando para um show em Cuiabá
  • Katy Perry gosta de testar nossa paciência a cada música de “Prism”
  • Madonna perdeu o senso de ridículo
  • Country-rock americano só é bom mesmo nos Estados Unidos
  • Chris Martin está disponível para shows particulares em festas de aniversário, formaturas e churrascos.
  • “Happy” já deu.

Ou seja, tudo muito a mesma coisa de sempre. Pelo menos dá para nos concentrar em atrações à parte. Em meio a demonstrações de vocalize, não consegui tirar os olhos das pernas de Taylor Swift e Jessie J. Jessie quem? “You’ve lost that loving feeling” e as celebridades vão ao delírio, sacudindo joias e o botox ao som da música preferida de Brian Wilson. Peraí, Brian quem? Enfim, no palco, um verdadeiro rehab de artistas sumidos: John Mayer servindo de escada para Ed Sheeran? Pois é, amigo. Tal como Noel Gallagher, não quero viver num mundo em que Ed Sheeran seja mais importante que John Mayer.

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Tive que ir ao banheiro durante a apresentação de Ariana Grande. O açúcar passou dos 100 e começou a me dar engulhos. Recuperei a tempo do show da Madonna. Algo em mim morreu ao ver aquela senhora de meia-calça falando que vive por amor. Miranda Lambert subiu ao palco, voltei a sentir o pulso.

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O Grammy de 3 horas e meia mal chegava a metade e trouxeram para o palco um Beck absorto para receber o prêmio de melhor álbum de Rock e melhor álbum do ano. Sem graça, nem ele acreditou, quis devolver para dona Beyoncé, mas ela tava enjoada. Acho que também tava dormindo, mas aposto que acordou a tempo de beliscar o marido que tentava ver se Rihanna pagava peitinho enquanto Kanye West e mais um clone de Paul McCartney faziam pose de paisagem na apresentação de “Four Five Seconds”. Nicole Kidman (?) aprovou.

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Ah, sim. No final das contas, Sam Smith, que ganhou os prêmios mais importantes da noite, agradeceu à pessoa que “quebrou seu coração” pela inspiração. Bom, se o Grammy entende que Sam Smith é inspirado, quem sou eu para discordar?

Resisti até tarde. A artista revelação Iggy Azalea deu as caras e comprovou: a noite foi mesmo dos bundões.

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