3 conclusões sobre Montage of Heck

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Ok. Primeiro, vamos ser sinceros. Brasileiro fã de Kurt Cobain acaba tendo que se virar. Quem aí já assistiu “Montage of Heck” por meio de download em site pirata? Euuuuuu… Não adianta, enquanto nosso país for atrasado em relação aos grandes lançamentos, ou incrementamos a ilegalidade em nome da cultura, ou esperamos pelo menos uns 5 anos até que o produto saia em pré-lançamento em alguma Saraiva da vida.

Kurt Cobain

Mas vamos ao que interessa. Simplesmente o documentário mais intimista já produzido acerca de um artista.  Kurt é um daqueles caras que deixou um vácuo tão grande, que até hoje temos vontade de sugar cada gota da sua inspiração. Não importa se vem em forma de uma demo ou de um VHS caseiro. Queremos mais e mais Kurt… sempre Kurt.

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Depois de assistir a versão sem e com legendas de “Montage of Heck” eu fui obrigado a repensar muita coisa sobre o líder do Nirvana. Para nós, fãs incondicionais, sempre nos chegaram a imagem processada do gênio  Kurt Cobain, com suas letras que falavam tão perto da nossa intimidade, os vocais angustiados e os raivosos acordes simplificados. O filme, acima de tudo, nos mostra o homem por trás de toda essa pintura. Nu e indefeso. Ou simplesmente “violado”, como o próprio reclama em determinada cena.

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São muitos pensamentos sobre esse filme tocante. Por isso resolvi enumerar 3 conclusões às quais cheguei depois de assisti-lo. Veja se batem com as suas:

Kurt era mesmo um pária para a família

É difícil imaginar que nossos ídolos também têm defeitos: eles podem ser maus. Os relatos da família de Kurt, em dado momento, convergem para um jovem Kurt rebelde e angustiado, que tinha prazer em chatear os meio-irmãos, usar drogas, tudo para provocar o pai ausente e a mãe indiferente. Ora, o divórcio dos pais é motivo suficiente para se tornar insuportável? O que me leva a crer que o Kurt jovem podia ter todos os atributos do mundo, mas era, no fim das contas, um grande pé no saco.

Courtney Love and Kurt Cobain

 

Courtney empurrou Kurt no abismo da heroína

Há um ditado popular que diz que, por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. No caso, grande demais – até em relação à altura – para o franzino Kurt. Courtney obviamente era uma junkie de carteirinha, enquanto Kurt acabava de entrar no clube. E as mulheres têm um poder de persuasão fora do comum: em suma, os dois deitaram e rolaram no tóxico. Só que enquanto Courtney sabia se virar melhor com os entorpecentes, Kurt, ultra-mega-sensível acabou tragado pelo vício.

Kiko Loureiro Music Business

Kurt não sabia lidar consigo mesmo

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Estão erradas aquelas teorias batidas de que “a fama e o sucesso mataram o arredio Kurt Cobain“, “Pobre Kurt, saiu do anonimato da noite pro dia e não aguentou a pressão“… Em “Montage of Heck” assistimos Kurt do auge à queda, até o momento em que ele é apenas um esqueleto humano dormindo sentado, como na fatídica e polêmica cena do corte de cabelo de Frances. O comportamento maníaco-depressivo de Kurt deixa claro que ele devia ter tido acompanhamento psiquiátrico ao longo de todos esses anos, pois ele não conseguia lidar com tanto sofrimento vindo lá de dentro da sua alma.

 

E você? Já viu esse filme? A que conclusão chegou ? Conta pra nós!

 

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  • Pedro Melo

    “Kurt Cobai foi o Kurt Cobain das artes”

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